<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-665920530922860557</id><updated>2011-07-30T19:43:06.471-07:00</updated><category term='contos'/><category term='tetralogia do assassinato'/><category term='trilogia dos tempos históricos'/><category term='poemas'/><category term='crônicas'/><category term='Mídia Mínima'/><category term='lacalina'/><title type='text'>O Monólogo Coletivo</title><subtitle type='html'>Silêncio.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>melk e calina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18119775596482196035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Z1arbq3gWs8/SBP3U8NfqjI/AAAAAAAAACo/3zD2i4gJPgI/S220/Z1jd59zk.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>23</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665920530922860557.post-7988987203234266648</id><published>2009-06-11T19:26:00.000-07:00</published><updated>2009-06-11T19:43:32.490-07:00</updated><title type='text'>Benjamin Banana</title><content type='html'>Benjamin estava triste. Benjamin estava triste porque dessa vez não havia dúvida de que a velha árvore no quintal estava morrendo e teria de ser cortada: a velha laranjeira onde costumava talhar seu nome com o canivete que lhe dera seu falecido avô; de onde costumava ouvir a voz de seu bom e manso pai chamando para o almoço; velha laranjeira onde pela primeira vez beijou Melina, a filha da cozinheira, e tossiu as fumaças de seu primeiro cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto caminhava pelas ruas da pequena cidade, sentia uma tristeza profunda porque, mais cedo ou mais tarde, a vida à sombra da velha laranjeira em breve não passaria de uma tola e aguda nostalgia, um desamparo sem sentido ou consolo que o tornara cabisbaixo desde que acordou. “Mas eu preciso deixar de ser besta! Até porque já tenho 13 anos, e em um mês farei 14, e ficar chorando e andando com a cabeça encolhida nos ombros por causa de uma árvore velha é um pesar idiota e desnecessário”. Mas Benjamin sabia que não seguiria seu conselho, pois já percebia que as lágrimas começavam a dançar em cima de seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegou na escola disse a si mesmo para não pensar mais na velha árvore, porque agora iria dançar. Era o ensaio da quadrilha para as festas juninas. Sim, sim, iria dançar como o planejado e enquanto rodasse não pensaria em nada. Iria se misturar ao mundo dos homens, esquecer por alguns minutos que não era como os outros e que todos olhavam com estranheza para a marca em sua testa. Com sorte a pequena e ruiva Lívia seria o seu par e ela o traria para perto de si e o colocaria no meio do mundo dos homens... Passou pelo porteiro (“Boa tarde, seu André”). Subiu correndo as escadas. Mas quando chegou ao salão o professor já havia separado as duplas para a dança – e agora ele teria que dançar com a grande e tola Helena, que sempre caia ao girar, e sempre que caia lançava seus olhos bobos e desconcertados para ele, e sempre que olhava para ele tentava sorrir, mas não sabia como.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A dança começou. Dançou sem graça e como uma máquina ao lado da grande e tola Helena; a pequena e ruiva Lívia girava nos braços de Artur, que usava chapéu, não tinha laranjeiras no quintal e sabia sorrir. Nesse momento Benjamin compreendeu que nada é mais desolador nesse mundo do que ver aquela que é amada com os olhos fixos em outra pessoa que não você. Girando nos braços de outro. Oh, quão terrivelmentemente amedontrador é ver os olhos e o sorriso de alguém presos em qualquer ponto distante de onde você está e saber que cada giro leva tudo isso para longe e você fica no mesmo lugar.  A pequena e ruiva Lívia girava como a folha de outono que cai. Como o pássaro que se finge de morto. E como mil redemoinhos ensandecidos do campo. A barra de seu vestido rodopiava e a cada segundo possuia uma nova e exuberante cor. Seu corpo era como a pluma. Como uma frágil sacola plástica nos torvelinhos do vento do outono. Seu sorriso era como as páginas de um livro que acabamos de comprar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Benjamin estava arrependido. Arrependeu-se de ter ido ao mundo dos homens, de ter se misturado ao mundo dos humanos normais onde simplesmente não se encaixava e todos podiam ver a marca em sua testa. Deveria ter ficado em casa, lendo algum livro embaixo da velha laranjeira, em despedida. Sim, pois as pessoas não diziam que eram todos esses livros que tinham feito dele essa coisa estranha e solitária, esse ser apático a parte do mundo? Não ouviu outro dia um amigo de seu bom e manso pai dizendo-lhe que ¨não faz bem a um menino dessa idade andar metido com essas coisas¨? Arrependeu-se porque já tinha 13 anos, e em um mês faria 14, e ainda não sabia tomar uma decisão acertada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Benjamin bocejou. E aquele era o símbolo de sua desgraça, pois o sono é o símbolo e o sacríficio e o casulo das pessoas tristes e é lá que elas se guardam delicadamente da boa morte. Pediu lincença ao seu par. Disse ao professor que ia ao baheiro. Precisava fumar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Saiu do colégio pela porta dos fundos. Encostou-se no velho muro onde riscavam seu nome ao lado do nome das garotas e faziam xixi todos os garotos da escola. Acendeu o cigarro e ficou mexendo na grama com os pés, olhando para as árvores. Estava arrependido de ter acreditado que fazer parte da dança fosse uma boa idéia. Estava arrependido de ter acreditado que poderia dançar. Estava consciente e resignado de que aquele não era seu mundo, mas que de longe poderia contemplá-lo e aquilo lhe bastava para ser feliz, pois seu lugar verdadeiro era com a vida melancólica das velhas árvores moribundas, das folhas de papel gastas e das meninas que giram a distância. Distantes, nunca perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Lembrou-se que dessa vez não havia dúvida de que a velha laranjeira no quintal estava morrendo e teria de ser cortada. Ouvia a música e sabia que lá dentro a pequena e ruiva Lívia estava girando, girando e girando, rodopiando para cada vez mais longe... E foi em meio a esses pensamentos e sensações que Benjamin finalmente compreendeu que, seja garota ou laranjeira, todas as coisas do mundo estão sempre morrendo ou girando e, de uma forma ou de outra, vão-se embora para nunca mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665920530922860557-7988987203234266648?l=omonologocoletivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/feeds/7988987203234266648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=665920530922860557&amp;postID=7988987203234266648&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/7988987203234266648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/7988987203234266648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/2009/06/benjamin-banana.html' title='Benjamin Banana'/><author><name>melk e calina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18119775596482196035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Z1arbq3gWs8/SBP3U8NfqjI/AAAAAAAAACo/3zD2i4gJPgI/S220/Z1jd59zk.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665920530922860557.post-4745083024452659621</id><published>2009-05-06T12:48:00.001-07:00</published><updated>2009-05-06T12:49:31.567-07:00</updated><title type='text'>Teoria da Conspiração</title><content type='html'>Alfredo foi o inventor do ornitorrinco. Tudo começou com uma brincadeira, quando, há muitos anos atrás, durante uma temporada de intercâmbio na Tasmânia, entre uma partida de rugby e outra, Alfredo decidiu se divertir às custas dos velhinhos com quem morava. Decidiu criar um bichinho que, ao mesmo tempo, divertisse e assustasse o casal. Rugby sempre causa desses transtornos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não sabe, o ornitorrinco é um marreco com um enorme tumor felpudo, um cisne que esqueceu de ficar bonito – e de frequentar a quimioterapia -, ou ainda os dois juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas todos levaram tão a sério aquela coisinha grotesca que Alfredo criou, que, como ele não sabia falar muito bem inglês, não conseguiu explicar que era só uma brincadeira. Todos se maravilharam. Rapidamente o governo australiano ficou sabendo do acontecimento e apareceu no local para averiguar o estranho aparecimento do bichinho. Pensando em aumentar o turismo, o consumo de álcool e os serviços dos hospitais psiquiátricos, fizeram uma proposta irrecusável: comprar ornitorrincos para colocar nas lagoas e rios de toda a Austrália! Pagando caro por isso, desde que Alfredo guardasse segredo sobre a fabricação do bicho. (Cada ornitorrinco custava mais de meio milhão de dólares e dois bumerangues aborígenes aos cofres australianos). Alfredo aceitou a oferta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao Brasil, criou uma pequena fábrica de ornitorrincos em sua casa em Birigüi. E, trabalhando sozinho, chegou a fornecer mais dois mil ornitorrincos nos primeiros anos. Depois o governo australiano sugeriu uma produção de 200 ornitorrincos por ano, e, como Alfredo não tinha ninguém mais a quem ofertar os ornitorrincos, ficou nessa mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alfredo prosperou. Evoluiu em sua técnica. Chegou a ter inveja ao imaginar que alguém havia inventado o kiwi antes dele (a ave e a fruta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, num bar, Alfredo viu entrar um homem que achou incrivelmente parecido com alguém conhecido... Qual não foi o susto de Alfredo ao perceber que aquele homem se parecia com ele mesmo! Alfredo sentiu uma sensação esquisita no estomâgo e esfregou a cara. Perseguiu o estranho com os olhos, mas rapidamente ele se misturou à multidão que dançava no bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alfredo estava aturdido! Voltou para casa com o rosto do estranho nos olhos. Com o passar do tempo, Alfredo começou a ver seu rosto em todas as pessoas, por todo lugar que andava. Nos seus últimos dias, numa casa de repouso, seu irmão não deu atenção quando Alfredo lhe disse que o governo australiano havia criado uma fábrica de clones para atormentá-lo e proteger seus segredos ambientais e políticos. Deu menos atenção ainda quando, dias após a morte de Alfredo, se viu dono de uma herança de 197 milhões de dólares australianos e incontáveis buremangues aborígenes. Comprou um iate, encheu de Doritos, tirou uma carta do war que mandava conquistar Europa, África e um outro continente a sua escolha e saiu pelo mundo, esquecendo o assunto. Navegou os sete oceanos, mas, por algum motivo oculto, jamais atracou em qualquer país da Oceania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: O governo australiano procura urgentemente novos fornecedores de ornitorrincos. Interessados, procurar, sigilossamente, a embaixada mais próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Melquisedec  f.,inventor das chincilhas,&lt;br /&gt;Salvador - BA&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665920530922860557-4745083024452659621?l=omonologocoletivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/feeds/4745083024452659621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=665920530922860557&amp;postID=4745083024452659621&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/4745083024452659621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/4745083024452659621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/2009/05/teoria-da-conspiracao_06.html' title='Teoria da Conspiração'/><author><name>melk e calina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18119775596482196035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Z1arbq3gWs8/SBP3U8NfqjI/AAAAAAAAACo/3zD2i4gJPgI/S220/Z1jd59zk.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665920530922860557.post-7258324447514988539</id><published>2009-05-06T12:41:00.001-07:00</published><updated>2009-05-06T12:59:04.849-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lacalina'/><title type='text'>Poeminha de amor sem-título nº1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3618/3436281877_462a961e8f.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 375px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3618/3436281877_462a961e8f.jpg?v=0" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E todo teu passado sem mim me causa raiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber das que passaram antes de mim;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;das outras tantas que de tua boca provaram,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a minha tristeza provocaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de todo o meu passado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que antes de ti vivi,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;muita solidão ao redor de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando te vi, sorri…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora deveria eu saber&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que antes de nós não havia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;apenas pré-existia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que antes de nós acontecia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;à medida que nascemos, falecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pós-nós acontece,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;à medida que vivemos, floresce.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665920530922860557-7258324447514988539?l=omonologocoletivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/feeds/7258324447514988539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=665920530922860557&amp;postID=7258324447514988539&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/7258324447514988539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/7258324447514988539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/2009/05/poeminha-de-amor-sem-titulo-n1_06.html' title='Poeminha de amor sem-título nº1'/><author><name>melk e calina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18119775596482196035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Z1arbq3gWs8/SBP3U8NfqjI/AAAAAAAAACo/3zD2i4gJPgI/S220/Z1jd59zk.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665920530922860557.post-4138723578695277261</id><published>2009-04-10T01:42:00.000-07:00</published><updated>2009-04-20T21:59:59.050-07:00</updated><title type='text'>Besteira nº 2</title><content type='html'>Por incrível que pareça&lt;br /&gt;uma anã segurando um guarda-chuva&lt;br /&gt;é a portadora do novo céu cor de rosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fruto da hora na qual quanto mais o tempo passa, mais cedo fica)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Besteira nº 1: &lt;a href="http://luzdelfuego.tumblr.com/post/94794172/besteira"&gt;http://luzdelfuego.tumblr.com/post/94794172/besteira&lt;/a&gt;]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665920530922860557-4138723578695277261?l=omonologocoletivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/feeds/4138723578695277261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=665920530922860557&amp;postID=4138723578695277261&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/4138723578695277261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/4138723578695277261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/2009/04/besteira-n-2.html' title='Besteira nº 2'/><author><name>melk e calina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18119775596482196035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Z1arbq3gWs8/SBP3U8NfqjI/AAAAAAAAACo/3zD2i4gJPgI/S220/Z1jd59zk.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665920530922860557.post-7201945934438305688</id><published>2008-09-17T16:00:00.000-07:00</published><updated>2008-12-03T19:24:06.299-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>A existência dos vivos enquanto mortos.</title><content type='html'>Por que motivo sombrio e sórdido teremos de permanecer nessa vida? Aliás, será que podemos chamar de vida esse definhamento? Meus únicos passatempos são ver novos tipos como eu ressurgindo a todo instante, tão freqüentemente quanto nascem os humanos, e cogitar que inspiração divina ou casual nos pôs nessa situação decrépita, nesse jogo incessante de absurdo mal gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Permita-me explicar, mas sou dos que não estão vivos: zumbis, mortos-vivos, demônios, anomalias... Como queiram. Tenho certeza de que já ouviu falar de nós. Estivemos – posso usar o plural, mesmo que nessa época eu ainda não fosse um de nós – bem, estivemos nos jornais, falaram diariamente de nós e depois nos esqueceram, como pratos que perdem o sabor ou roupas que perdem o brio. Não peguei o momento de fama, a época do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;frisson&lt;/span&gt;; azar! Que me importa agora?! Agora é só o tédio, como em todas as existências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Contento-me, nestes momentos de ócio, ou seja, quase o tempo todo, em escrever, catalogar e divagar. Coisas que fazia com freqüência antes de me enjaularem nessa decrepitude ambulante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, entre nós, vários tipos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os arruaceiros&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;: são, em geral, os que mais chamam atenção. Alguns já tem o cérebro tão avariado que nem sabem o que estão fazendo. Mas a maioria sabe muito bem o que busca. Eles se aproveitam, digamos, de sua situação invulgar e apavorante para assustar, assaltar, praticar estupros e outras violências, como crianças sem critérios. Agem como vermes asquerosos, amorais. Entretanto, são eles nossa referência, nosso cartão de visita. A maioria dos vivos não pensam em nós senão nestes termos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Em segundo lugar existem &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;os normais&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Embora estigmatizados pelo exibicionismo dos arruaceiros, estes são a maior parte de nós: pacatos, tristes, entediados, exasperados pela incessante surpresa da nova situação... Jamais conseguem sair deste torpor, coitados. O momento de êxtase e o choque da descoberta causam-nos uma paralisia agitada, convulsa, delirante... Não conseguimos reconhecer quem somos e porque estamos dessa forma... Vivos, embora mortos. É a mais aterradora das experiências! Ninguém que já tenha passado por isso sabe explicar a sensação. Os normais jamais conseguem superar esse estado de paralisia; sobrevivem numa inércia cerebralmente agitada e incrédula até o fim. Parece-me que suas novas existências não passam apenas de um prolongamento de suas existências anteriores como humanos: melancólicos e apáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Por fim, em minha lista, temos &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;os inconformados iludidos&lt;/span&gt;... Ah, quão irônicos eles são! Querem acreditar que ainda têm vida; lutam para prosseguir nessa existência sem sentido, para amenizar e retardar essa decadência. Alguns são ilustres; Tiveram anteriormente uma vida de intelectuais, tal qual eu. Aparecem hoje na TV bradando sobre “nossa causa”. Pedem respeito, tolerância. Para quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Claro que essas categorias são apenas uma catalogação sistemática e ideal da minha mente. Em realidade, um arruaceiro sempre pode substituir um dia de bagunça por um pouco de reflexão e um intelectual pode chegar a um ponto de loucura tal que o leve a agir como um delinqüente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sim, pois definhamos. Nossa nova ¨vida” é quase que praticamente apenas isso. Precisamos do nosso cérebro para raciocinar, mas nosso coração não bate; gostamos de nossas bocas para engolir coisas, mas não muitos de nós nem língua possuem mais; não sentimos sabor algum, porém gostamos de fazer tudo que nos traga a recordação dos sabores perdidos. Essa é a constatação mais certa acerca de nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Permitam-me explicar melhor. Nossos corpos de defuntos continuam em seu processo de putrefação, contudo, de uma forma muito mais lenta. Essa decomposição demora em média de 5 a 7 meses e conseguimos utilizar nossos corpos até certo ponto. Os que conseguem atingir a velhice e a maturidade do post-mortem estão tão decompostos, toscos e suas carnes tão dilaceradas que já não conseguem fazer nada, nem mesmo morrer, desfazer-se, matar-se(alguns pela segunda vez), sonho de muitos. E o pior: seus cérebros já foram reduzidos pelos vermes a um estado de completa inutilidade. Sobrevivem, débeis. Nessa fase, busca-se a morte avidamente – os desolados mais jovens na nova existência, por sorte e também coragem, ainda conseguem desfazer-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Depois de alguns meses, simplesmente se apodrece e não se serve mais para nada, como tudo que existe. Somos imortais? O que sei é que somos finitos, e inúteis nessa finitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Morremos primeiramente como humanos. A maior parte de nós, antes da ressurreição, chega a ser enterrada, lacrada em nossas caixas sempiternas. È certo que temos rareado, pois o Estado agora quer criar uma lei que obriga todas as famílias a cremarem seus mortos, e muitos, por temor, já seguem essa idéia. Todavia, uma hora, ao meio dia ou à noite, nos damos conta de que ainda estamos vivos e tentamos andar, sair. Debatemo-nos, arranhamo-nos, por algum milagre, escavamos a terra em direção à luz. Eu já vivi essa experiência. Levantei o meu rosto da terra e vi as inúmeras lápides ao meu redor. Os mármores e seus epitáfios se tornaram mordazes diante dos meus olhos que, com esforço, retornavam a ver. Eu sabia o que estava acontecendo. Senti uma fúria e um desconforto imenso por aquela injustiça. Olhei ao redor. Outros olhares aterrados, sujos de terra e lama, eram lançados aos céus, ao chão. Via-se a loucura nos olhos dos novos vivos. O sentimento de desterro invertido, o desespero causado pela reconciliação não almejada. Naquela noite, vi a raiva, a ira, a dor, a confusão e a insanidade. Era um lugar infeliz aquele, como infelizes eram aquelas ressurreições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por vezes e vezes voltei ao cemitério para ver os novos ressurretos. São sempre os mesmos olhares, fazendo-me recordar da noite do meu próprio retorno. Por vezes, vejo saindo de sua catacumba alguém que, como humano, fora mutilado. É preciso ter força e vontade para sair de sob o solo. Seres sem pernas que se rastejam, sem olhos, alguns amputados em uma orelha, algumas mãos com um ou dois dedos ausentes emergem de sob o solo ao solo, ao sol... Nunca vi nenhum sem braço conseguir emergir, e já imagino por quê. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um prazer indescritível percorre o meu corpo nessas ocasiões. Sou um homem quase feliz diante desse divertimento. Sinto espasmos de riso e torno-me quase humano em meu prazer e sadismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas agora eu preciso ir. Abandonarei esses papéis. Meu amigos chegam e nós precisamos espalhar um pouco de terror entre os vivos odiosos; saquear e ferir. Teremos uma noite de formidável violência. Afinal, pouco tempo me resta ainda e é preciso viver. É preciso viver a todo custo, ó, meus irmãos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665920530922860557-7201945934438305688?l=omonologocoletivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/feeds/7201945934438305688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=665920530922860557&amp;postID=7201945934438305688&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/7201945934438305688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/7201945934438305688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/2008/09/existncia-dos-vivos-enquanto-mortos.html' title='A existência dos vivos enquanto mortos.'/><author><name>melk e calina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18119775596482196035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Z1arbq3gWs8/SBP3U8NfqjI/AAAAAAAAACo/3zD2i4gJPgI/S220/Z1jd59zk.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665920530922860557.post-3639777821840409687</id><published>2008-07-19T08:20:00.000-07:00</published><updated>2008-12-03T19:22:49.914-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trilogia dos tempos históricos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Trilogia dos Tempos Históricos: Futuro</title><content type='html'>&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 2.4  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Vendedor do Mar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pelo tempo de meu nascimento, havia na província um velho homem que, perambulando de aldeia em aldeia, anunciava a todos os ares ser ele o vendedor do mar. Talvez por jamais haver encontrado ninguém digno ou rico o suficiente para pagar pelo excelente produto, habituei-me desde pequeno a vê-lo passar de tempos em tempos, carregando sempre o mesmo discurso, trazendo sempre, da boca aos ventos, a maravilha da sua oferta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;	Precisamente no dia do meu aniversário de dez anos, enquanto brincávamos eu e meus amigos nas colinas altas, eis que o ouço dizer pela primeira vez o valor que desejava obter pelo mar. Era uma soma vultosa! Considerando, todavia, a extensão do objeto, impossível haver preço mais exatamente justo.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;	Embora não houvesse ali ninguém além de nós, crianças incompletas, vendo o velho homem bradar acerca do mar àqueles que desejassem alcançá-lo, por incalculável quantia e extrema honradez, pareceu-me que aquilo fora dito tão somente a mim – e talvez fosse eu, dentre todos os presentes, seu único ouvinte. Sabia que, no final, sem falta, se eu o merecesse, tomaria das mãos do homem o mar, que mo daria de bom grado, pelo preço justo. Sentia como se suas Palavras fossem dirigidas exclusivamente a mim, trazidas pela mesma brisa que agitava as ondas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;	Assim, a partir daí, sempre que avistava o mar, do alto das colinas, sempre que nele me banhava ou sobre ele navegava nos pequenos barcos pesqueiros, sempre que avistava as ondas assombrosas e altivas rebentarem-se na areia diante dos meus pés, sempre que degustava um saboroso peixe ou fruto do mar – que rapidamente se tornaram meus alimentos favoritos -, invadia-me a ânsia pelo dia em que tudo aquilo poderia ser chamado claramente de meu; agitava-se em mim a firmeza da necessidade de diversas obrigações que deveria me impor se quisesse receber, das mãos do vendedor do mar, a posse daquela existência. Cresci então fascinado por aquela oferta; ansioso para tomar sobre mim os encargos dessa fantástica conquista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;	Não tive filhos; jamais me casei; não permiti que um instante sequer me desviasse do meu projeto, ou melhor, para ser mais correto e sincero, fui aprendendo a permitir cada vez menos que eventos e distrações me desviassem deste caminho que reina sobre mim, desconhecido por todos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;	Tornei-me rico e bondoso. Sei que todos me considerariam um louco se soubessem da intenção final de cada ação de toda a minha vida e que vêem em minha prosperidade o fim mesmo de meus desejos e atos. Tenho também consciência de que, caso soubessem de minhas inclinações mais íntimas sem que duvidassem da estabilidade de minha sanidade, considerariam uma loucura, isto sim, as freqüentes esmolas que distribuo caridosamente entre os pobres de nossa aldeia. A loucura fez de mim um homem bom; e isto, a eles, seria incompreensível: uma vez que aquilo que desejo é tão grande e de tão caro valor, não seriam um desperdício estes gestos filantrópicos? Contudo, estou convicto de que, para adquirir o meu sonho, terei de apresentar uma vida digna e sensata ao vendedor do mar, pois apenas uma alma nobre pode possuir algo tão imenso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;	Com o tempo, tornei-me também reflexivo. Aprendi a admirar o mar, os homens, a criação e a terra, mas sobretudo o mar. Ouvi silenciosamente o homem do mar todas as vezes que por aqui ele passou, sem jamais lhe dirigir Palavra alguma. Acredito seriamente que, por não haver ninguém corajoso ou abençoado o suficiente para assumir as responsabilidades de seu pedido, eu sempre fui o único a escutá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;	Agora, avançado em idade e já no fim dos meus dias, como não tive filhos, não tenho dúvidas de que terei de inspirar em alguém o desejo pelo mar após minha morte, quer eu consiga ou não obtê-lo, pois, apesar de rico e bondoso, não sei se os sou o bastante aos olhos do vendedor do mar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;	Quando tudo estiver então completado, quando tiver por fim em minhas mãos todo o necessário para apresentar-me a ele como um grande e sublime homem, sei que ele virá até mim, me dará o mar e tomará tudo o que tenho, legando-me o peso do que foi sua posse. Sei que ele não pode cessar sua busca. Entretanto, temo que, antes da chegada desse instante, eu já não me conte entre os vivos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665920530922860557-3639777821840409687?l=omonologocoletivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/feeds/3639777821840409687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=665920530922860557&amp;postID=3639777821840409687&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/3639777821840409687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/3639777821840409687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/2008/07/trilogia-dos-tempos-histricos-futuro.html' title='Trilogia dos Tempos Históricos: Futuro'/><author><name>melk e calina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18119775596482196035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Z1arbq3gWs8/SBP3U8NfqjI/AAAAAAAAACo/3zD2i4gJPgI/S220/Z1jd59zk.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665920530922860557.post-3363257350276598001</id><published>2008-06-21T06:03:00.000-07:00</published><updated>2008-06-21T07:07:02.031-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>Um machadiano x Machado de Assis</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;(Um machadiano em minha vida)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse simplório texto que seguirá a você (exclusivamente a você) é mais uma prova de quão grande é o que sinto por ti. Ele também servirá pra esclarecer a você, de acordo à minha visão, como é ter um machadiano em minha vida e a diferença entre um machadiano (o meu machadiano) e o próprio Machado. Que consiga te surpreender muito.&lt;br /&gt;Na tua vida há uma data extremamente importante, dia 21 de julho de 2006, e a partir desse dia, todos os dias 21 foram e serão celebrados, inclusive 21 de junho, que, por coincidência, ou não, foi o dia que teu escritor preferido nasceu (21 de junho de 1839). (Talvez) Por isso, há em você tamanha afinidade por ele. Se estivesse vivo, e se fosse possível, estaria completando hoje 169 anos (faríamos uma festinha privada, eu, você e Ele). Bem verdade, Ele não se alegraria muito em viver 169 anos. Mas esse ano que completamos dois anos juntos, se completam 100 anos de sua morte; acho que Ele se alegrará bem mais completando 100 anos de morte do que quando completou os 18 anos.&lt;br /&gt;Assim como Machado, não tiveste acesso a bons colégios, e, como ele, se tornou um dos maiores intelectuais do país; só que ninguém soube, ainda. Porém, ao contrário do Grande, você não tem tanta simpatia pelo José de Alencar, o que, por sinal, foi uma postura muito bem tomada.&lt;br /&gt;Não tiveste e nunca terás, se depender de mim, como o jovem Brás Cubas, uma Marcela. Sempre te mantiveste quieto e esperançoso em relação aos amores e prazeres do amor. Terás (e tens) uma Carolina Augusta Xavier de Novais, mulher culta com a qual terás um casamento feliz que durará 35 anos (ou mais, dependendo da vontade nossa), e com a morte da tua Carolina, escreverá a ela um poema que a celebrizará, como a Carolina do Grande(quatro anos mais velha). A diferença entre a tua Carolina e a que a o inspirou é que ela te dará filhos; e tu não serás como o Grande, em Memórias Póstumas de Brás Cubas, que ficou feliz em morrer sem ter tido filhos, muito menos abrirás a boca pra dizer que há um saldo positivo em tua morte: não passarás o legado das misérias da vida a outras vidas.&lt;br /&gt;Mesmo com muito romance em vida, tens um poderoso, porém sutil, humor negro. Levar assuntos politicamente corretos, a existência, o começo e o fim de tudo, a vida, o universo e tudo mais a sério é pedir demais a você e é sempre muito bom rir da desgraça alheia, especialmente se acompanhada de teus comentários exagerados de ironia e sarcasmo que agradam somente àqueles que têm o transcendental dom do (bom) humor, mesmo que negro. E nada mais adequado a Machado que o bom e velho humor negro, se é que me entende. E, pra complementar, uma curiosidade: ambos têm paixão pelo xadrez; é muito desestimulador ouvir você dizer: xeque-mate.&lt;br /&gt;Quanto ao lado pessimista que Machado teve, fica por minha parte, afinal, você não ia conseguir ser tudo isso sozinho. Apesar da tua célebre frase “Alguém sempre tem que se foder mais do que a gente”, cabe a mim ter o poder de colocar e mostrar em tudo o lado ruim e que, quanto maior a sua esperança, maior a sua decepção. Nada melhor do que não esperar, ou esperar o ruim, ou fingir não esperar e ter a boa surpresa. O gosto de esperar e se iludir é amargo. É a vida.&lt;br /&gt;Machado morre quatro anos depois da sua amada esposa, que era quatro anos mais velha. Justíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns críticos disseram que o Grande era: “&lt;em&gt;urbano, aristocrata, cosmopolita, reservado e cínico, ignorou questões sociais como a independência do Brasil e a abolição da escravatura. Passou ao longe do nacionalismo, tendo ambientado suas histórias sempre no Rio, como se não houvesse outro lugar. A galeria de tipos e personagens que criou revela o autor como um mestre da observação psicológica. Sua obra divide-se em duas fases, uma romântica e outra parnasiano-realista, quando desenvolveu inconfundível estilo desiludido, sarcástico e amargo. O domínio da linguagem é sutil e o estilo é preciso, reticente. O humor pessimista e a complexidade do pensamento, além da desconfiança na razão (no seu sentido cartesiano e iluminista), fazem com que se afaste de seus contemporâneos&lt;/em&gt;."&lt;br /&gt;Faço das deles as minhas palavras, a você (exclusivamente a você).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz aniversário, meu amor, feliz 23 meses!&lt;br /&gt;Eu amo você, forever and a day... ♥ &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214321709337754450" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Z1arbq3gWs8/SFz9982vO1I/AAAAAAAAAC4/D_vwHLwH8VU/s320/sem+t%C3%ADtulos.bmp" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;µ For now and Forever µ&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665920530922860557-3363257350276598001?l=omonologocoletivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/feeds/3363257350276598001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=665920530922860557&amp;postID=3363257350276598001&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/3363257350276598001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/3363257350276598001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/2008/06/um-machadiano-x-machado-de-assis.html' title='Um machadiano x Machado de Assis'/><author><name>melk e calina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18119775596482196035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Z1arbq3gWs8/SBP3U8NfqjI/AAAAAAAAACo/3zD2i4gJPgI/S220/Z1jd59zk.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Z1arbq3gWs8/SFz9982vO1I/AAAAAAAAAC4/D_vwHLwH8VU/s72-c/sem+t%C3%ADtulos.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665920530922860557.post-8482175324470728594</id><published>2008-05-08T16:42:00.000-07:00</published><updated>2008-05-10T19:50:10.131-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mídia Mínima'/><title type='text'>Mídia Mínima: Como (bom) Baiano Que Sou</title><content type='html'>O senhor Natalino Dantas demonstrou com toda força de seus 69 anos ser um homem extremamente burro. Não pelas afirmações tão amplamente execradas na mídia nos últimos dias, mas justamente por ter renegado a cada uma delas. Concordando ou não com o que ele disse, parece evidente que ele cria verdadeiramente no que dizia. Um homem que nega aquilo em que acredita diante da pressão de outros e omite sua real consciência com medo da opinião e ataque de terceiros não pode ser outra coisa senão um pusilânime dos mais estúpidos.&lt;br /&gt; Além disso, o professor esqueceu, ao afirmar que os baianos são burros, que a inteligência nunca foi epidemia em parte alguma do mundo. Seja na Bahia, São Paulo, Marrocos ou, mais especialmente, na UFBA.&lt;br /&gt; Contudo, a sabedoria maior desse confronto foi a dos seus detratores que, do alto de seu bom senso politicamente correto, esqueceram as noções mais elementares de uma boa e correta leitura. Os ataques não foram feitos por ser ele o coordenador de um curso com péssimo desempenho, o que, aliás, foi rapidamente varrido para debaixo do pano, mas por birra às suas frases politicamente &lt;span style="font-style:italic;"&gt;incorretas&lt;/span&gt;. As Palavras mais exaustivamente alardeadas na última semana, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"O baiano toca berimbau porque só tem uma corda. Se tivesse mais, não conseguiria"&lt;/span&gt;, contém duas figuras de linguagem que eu não vi ninguém perceber antes de sair bradando em nome dos ¨bons costumes¨ que ela era da maior arrogância e preconceito: a irônia e a hipérbole.&lt;br /&gt; Qualquer pessoa sensata só a avaliaria pelo ponto de vista do que ela realmente é: uma tirada sarcástica, que, a propósito, eu achei hilária. E, caso essa pessoa tenha o mínimo de bom humor, só após ter rido às pampas poderia tecer qualquer comentário sobre ela. Mas os excelentes leitores, como o diretor do Olodum que comparou o pobre professor a Hitler (sem bigodinho, talvez), não conseguiram perceber nem o bom humor nem a própria estrutura da construção verbal. Só sacando as duas figuras de linguagem presentes na frase ela se torna inteiramente e realmente conhecida; não sabendo ler, tudo que se tem a fazer é vestir a carapuça e sair por aí reclamando, achando tudo ruim e infame.&lt;br /&gt; No entanto, quando uma frase apresenta um tipo similar de construção, utilizando as mesmas figuras de linguagem, ninguém se importa de reclamar ou mesmo se coçar de impaciência ou de inconformismo diante da afirmação, desde que exalte e não lance nenhuma farpinha sequer na imagem dos retratados.&lt;br /&gt; Um exemplo clássico é quando dizem com alegria que ¨o povo baiano é o mais festivo e receptivo do mundo¨. Há aí o mesmo exagero de se colocar um enorme grupo num mesmo e único balaio; o que está presente aqui, da mesma forma que na frase do professor, é a hipérbole – já a irônia mais clara fica por conta de chamar de receptivo um povo que obriga uma média de 20 turistas a prestarem queixa por assalto diariamente  (a cidade de Salvador é apontada por algumas pesquisas como a 7ª mais violenta do país).&lt;br /&gt; O perigo maior, além da total incapacidade de leitura dos nossos mais bem-pensantes reclamões, é ver jogado o parágrafo IV do artigo 5° da nossa constituição na lata de lixo, ou melhor, afogado nas mais profundas e obscuras águas da baía de todos os santos.&lt;br /&gt; Agora, caso sinta qualquer mal-estar diante de tanta e tão alarmada sabedoria, não chame em hipótese alguma os alunos de medicina da UFBA para lhe socorrer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665920530922860557-8482175324470728594?l=omonologocoletivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/feeds/8482175324470728594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=665920530922860557&amp;postID=8482175324470728594&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/8482175324470728594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/8482175324470728594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/2008/05/mdia-mnima-como-bom-baiano-que-sou.html' title='Mídia Mínima: Como (bom) Baiano Que Sou'/><author><name>melk e calina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18119775596482196035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Z1arbq3gWs8/SBP3U8NfqjI/AAAAAAAAACo/3zD2i4gJPgI/S220/Z1jd59zk.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665920530922860557.post-8805447137904120460</id><published>2008-04-10T14:01:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T20:37:44.813-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas'/><title type='text'></title><content type='html'>Quando, por fim, deitado ao chão,&lt;br /&gt;Eu do alto vier caindo, caindo,&lt;br /&gt;E, de olhos fechados,&lt;br /&gt;Der meu último suspiro...&lt;br /&gt;Não chores: eu apenas desvivo-me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665920530922860557-8805447137904120460?l=omonologocoletivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/feeds/8805447137904120460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=665920530922860557&amp;postID=8805447137904120460&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/8805447137904120460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/8805447137904120460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/2008/04/quando-por-fim-deitado-ao-cho-eu-do.html' title=''/><author><name>melk e calina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18119775596482196035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Z1arbq3gWs8/SBP3U8NfqjI/AAAAAAAAACo/3zD2i4gJPgI/S220/Z1jd59zk.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665920530922860557.post-5855878984455522414</id><published>2008-03-30T22:13:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T20:37:44.813-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas'/><title type='text'>La Petit Princesse</title><content type='html'>Queria que em cada gaveta&lt;br /&gt;Desse meu quarto mirrado&lt;br /&gt;Houvesse um pequeno planeta&lt;br /&gt;E, quando talvez perguntado,&lt;br /&gt;Eu então responderia:&lt;br /&gt;“Adivinha quem aí mora?&lt;br /&gt;É a pequena Izadora”.&lt;br /&gt;E o meu visitante riria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando passasse por ele,&lt;br /&gt;Nesse meu quarto enrugado,&lt;br /&gt;Tal homem sem classe nem pele&lt;br /&gt;Melancólico e atrapalhado&lt;br /&gt;Nesse meu jeito risível&lt;br /&gt;Seu lábio se moveria&lt;br /&gt;Ela de mim se riria&lt;br /&gt;Com meu unicórnio invisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu estaria feliz&lt;br /&gt;Se em algum cantinho ela houvesse:&lt;br /&gt;No chão ou no teto de giz.&lt;br /&gt;E nunca mais acontecesse&lt;br /&gt;Dessa tristeza de velho&lt;br /&gt;Quando talvez vai embora&lt;br /&gt;Minha pequena Izadora&lt;br /&gt;E eu logo me destrambelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu astrozinho miúdo&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Petit Princesse&lt;/em&gt; viveria mais,&lt;br /&gt;Sem espada ou mesmo escudo,&lt;br /&gt;Que qualquer um dos mortais&lt;br /&gt;E seria perene Izadora&lt;br /&gt;Leve e sutil como amora&lt;br /&gt;No meu pequeno planeta:&lt;br /&gt;Asa de borboleta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665920530922860557-5855878984455522414?l=omonologocoletivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/feeds/5855878984455522414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=665920530922860557&amp;postID=5855878984455522414&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/5855878984455522414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/5855878984455522414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/2008/03/la-petit-princesse.html' title='La Petit Princesse'/><author><name>melk e calina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18119775596482196035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Z1arbq3gWs8/SBP3U8NfqjI/AAAAAAAAACo/3zD2i4gJPgI/S220/Z1jd59zk.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665920530922860557.post-1107740132878438850</id><published>2007-12-11T20:35:00.000-08:00</published><updated>2008-12-03T20:05:40.421-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tetralogia do assassinato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Tetralogia do Assassinato: O Duplo.</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;___&lt;/span&gt;Todos seguiam normas bem sólidas em todos os quartos da pensão de três andares da Rua Santa Cecília, nº 12. Mas eram ainda mais consistentes as normas que regiam as vidas de cada um dos moradores dos dois únicos quartos do primeiro andar. Moravam ali há muito tempo o Sr. Esaú e o Sr. Jacob. Embora vizinhos, toda ligação que possuíam era composta pelos jogos de cartas nas quintas à noite, algumas Palavras sem substância balbuciadas quando se encontravam na porta ou na escada, e uma habitual troca de alimentos quando necessário. Mesmo nas noites de jogo, sempre preferiam se trancar num concentrado laconismo. Falavam pouco mas jogavam muito bem: e assim uma noite na semana desaparecia rápido e fazia um pouco de sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amizade corria tranquilamente, pois era sustentada em tais obrigações sólidas, mas completamente leves, como arrumar bem as cartas e a mesa depois de cada partida. E a mais necessária era que não se perguntasse nunca como o Sr. Jacob conseguira a contundente e hedionda cicatriz que lhe enfeitava o rosto. Isto, com o tempo e a freqüência da visão daquele rosto talhado da bochecha ao alto do olho direito, foi ganhando cada vez menos importância. Certamente, no princípio Esaú se sentira curioso em saber como o amigo adquirira aquela marca, mas ainda não se sentia suficientemente íntimo para perguntar. Quando já se acreditava assim, simplesmente não se interessava mais por isso. Agora não se lembrava mesmo de jamais haver tido qualquer interesse pela cicatriz, como também não se lembrava sempre do aluguel e de outras coisas. E nada disso realmente importava para ele, desde que se jogasse cada partida com sagacidade e vigilância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz-se por aí que, certa vez, quando ainda era novato na pensão, a senhoria insinuou perguntar ao Sr. Jacob sobre a cicatriz... E ele se tornou tão horrivelmente irritado nesta ocasião que substituiu seu habitual mutismo por um jogo de Palavras sussurradas, mas perfeitamente audíveis, cheias de imprecações contra todos os que passavam por perto; um jogo de murmúrios que durou todo o dia. Nunca mais se pensou em perguntar nada daquilo; e o Sr. Esaú fora avisado sobre isso logo nas primeiras semanas em que se alojou na casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senhoria, uma mulher robusta e esperta, morava em todo o último andar com seus quatro filhos (que pareciam incontáveis quando começavam a correr pelo prédio). No andar térreo, ao lado do portão da escada, possuía um bar que administrava detrás do balcão em praticamente todas as horas do dia, deixando as crianças livres em suas brincadeiras. O Sr. Esaú as tolerava e Jacob simplesmente se esquivava delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, porém, ainda em suas primeiras horas, aconteceu que a chuva correu por toda a cidade, e não permitiu, com suas ruas alagadas e problemas estruturais, que nenhum dos dois alcançasse seu trabalho. O Sr. Jacob ligou do telefone do bar para a marcenaria onde trabalhava, e pode perceber pela voz do patrão que ele calculava pela última vez quanto perderia num dia em que todos faltaram por causa da maldita chuva. O Sr. Esaú ligou para a loja de tapetes, onde sabia que era mantido apenas por piedade, mas ninguém atendeu. Estavam os dois a poucos anos da mirrada aposentadoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia, decidiram ficar estendidos na mesa do bar e beber um pouco. Pediram cerveja e dois copos. Apesar da bebida, suas línguas não se tornavam mais soltas. Sob o toldo da frente e o teto um bom número de pessoas tentava se proteger do ameaçador e inconveniente temporal. O bar nunca esteve tão cheio! Um grupo de estudantes entrou e atraiu a atenção dos dois; olhando para elas, os velhos murchos e invejosos aparentaram cobiça pelos anos longínquos da juventude. Mas, ao voltarem o olhar para seus copos, enrubesceram, e se tornaram ainda mais silenciosos e melancólicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas das crianças da senhoria brincavam entre os encharcados visitantes inesperados. Pela primeira vez o bar fervilhava. A senhoria passou um pano vermelho e velho sobre a mesa onde eles estavam, colocou os copos e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Será uma pena quando tiver que colocar toda essa gente para fora. Mas vai ter que ser assim ou daqui a pouco a água inunda toda a casa e vamos ter que nadar até nossos quartos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se achou engraçada, mas os homens ouviram quietos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sr. Jacob saiu dizendo que em breve voltaria para uma partida. Passadas as primeiras horas da manhã, em que os mais medrosos e os mais afoitos se arriscavam a sair de casa, Esaú via as ruas desertas onde parecia correr um rio sobre o asfalto e pensou então que aquelas construções à frente voltariam a um estado anterior, quando não existiam e tudo era verdadeiramente deserto. Pensou que a água e o vento arrastariam telhados naquela noite, arrastariam muros e sufocariam casas com terras que desabam; os navios vacilariam no mar, e, no campo, árvores seriam lançadas ao chão e raios matariam alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdido nesses devaneios, como o outro não retornava e para se desvencilhar do marasmo satisfatório e entristecedor em que se lançava, decidiu ele mesmo subir as escadas e ir começar o jogo. No espaço sob os degraus, ao qual chavamam com cortesia de armário, encontrou cabisbaixo o garoto mais velho, que era geralmente o mentor das brincadeiras dos irmãos, mas, segundo refletiu, não devia estar gostando daquele dia de chuva barrenta e incômoda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando bateu à porta, ouviu com surpresa a voz bêbada do outro lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jacob estava visível e transtornadamente embriagado. Contudo, seus gestos ainda eram calmos e conscientes. Indicou uma das cadeiras para que Esaú se sentasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que você quer eu sei. Eu sei o que você veio descobrir aqui em cima. Estão todos me devorando constantemente para que conte a história da minha cicatriz. Todos me olham sedentos para sugar minha vida. Basta pedir que eu te conto, ora. A você eu conto, pois é quase tão miserável quanto eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, Esaú estava contente em ver Jacob daquele jeito. Teria enfim o que lhe entreter naquele dia vazio. Sim, a chuva caia sobre toda a cidade, sem que nenhum jornal a houvesse anunciado previamente. Disse que sim, que sempre quis ouvir a história da marca, embora isso nem lhe passasse pela cabeça no momento. Gostaria era de saber como o amigo se embebedara daquela forma. Disse isto para poder se distrair: sim, quero ouvir a história sobre a cicatriz. Ficou contente pela situação do outro e pela distração inesperada. Sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado sobre a cama com os olhos enormes, Jacob parecia mais sóbrio. Suspirou e começou sua história com voz firme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu ainda era muito pequeno quando os dois garotos de minha rua sumiram repentinamente. Não podíamos nos afastar para muito longe de nossas casas e devíamos sempre andar em grupo na volta da escola. Vivíamos sem poder correr dos olhares atentos de nossas mães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ninguém sabia ainda o que tinha acontecido: nossas mães diziam coisas terríveis para nos assustar e nos manter na linha e davam consolos animadores e prósperos umas para as outras, principalmente para as mães dos garotos desaparecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas éramos crianças e não tínhamos os mínimos interesses nessas cautelas. Às vezes tínhamos mesmo invejas dessas crianças perdidas que podiam estar se divertindo bem mais do que a gente, num lugar sem preocupação e vigilância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sei que desconfiavam de um homem que morava no fim de nossa rua, embora fosse muito pequeno naquele tempo. Entendia isso das frases baixas e entrecortadas que elas me deixavam ouvir. Só não sabia bem do que desconfiavam. Trabalhava em uma fábrica de alumínio e as mulheres suspeitavam dele porque era sério e não costumava conversar com os vizinhos, ao contrário de seus maridos e amantes beberrões cheios de piadas e gracejos imbecis o tempo todo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz de Jacob alteava-se e Esaú pedia que falasse mais baixo, não para acalmá-lo, mas para que pudesse saborear melhor a história. Se ele narrasse mais lentamente, podia perceber melhor em seu rosto o transtorno e as rugas que a história trazia à tona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um dia, consegui escapar com um amigo das atenções de minha mãe e fomos brincar num riacho ao lado da minha rua. Sabia que ali não seria pego e que, caso acontecesse algo, eu poderia correr e, subindo por um caminho que julgava desconhecido por todos, rapidamente voltar para minha rua em menos de um minuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Crianças nunca imaginam que seus caminhos secretos são, na verdade, caminhos que todos sabem onde estão e como chegar neles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Qual não foi minha surpresa quando vi atrás de nós um homem de expressão contumaz e sorriso atraente. Ele perguntou se nossas mães sabiam que estávamos ali e, claro, nós mentimos. ‘Sim, senhor. Elas sabem’. Sentou-se ao nosso lado e disse que podíamos continuar brincando, que não queria nos atrapalhar em nada. Apenas ficar nos observando brincar, era tudo o que queria. Eu devia ter menos de 8 anos naquela época, entende, Esaú? Bem menos de 8 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tirou um pião do bolso e disse que poderia nos ensinar a melhor maneira e mais divertida de rodar o pião e empinar pipas. Ensinou-nos também a fazer brincadeiras com nossas sombras em posições engraçadas, enquanto contava histórias hilárias que nos faziam rir. Ele conhecia todas as histórias e imitava mil vozes. Ao terminar toda aquela encenação juvenil, que muito nos agradou, despediu-se e caminhou até o alto do barranco que levava a nossa rua. Ainda ríamos, eu e meu amiguinho, quando demos tchau. Estávamos felizes por conhecer um adulto realmente divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Já no alto, ele virou a cabeça para nós e sorriu. Voltou. Disse que conhecia um lugar onde nossas sombras formariam figuras tão legais que poderíamos pegar nelas como balões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O curioso é que até hoje não sei o que foi feito do outro garoto. Acho que correu sorrateiramente de volta quando cruzávamos, apressados, as árvores que fechavam o caminho. Quando me dei conta, estávamos eu e o desconhecido numa casa abandonada cheia de garrafas quebradas, sacos plásticos, seringas, papelões e outros lixos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu disse a ele que naquele lugar fechado não ia haver sombra nenhuma e ele era um mentiroso. Ele sorriu para mim e, inclinando meu corpo para o chão, disse que eu veria muitas sombras, sombras que jamais havia visto. Deitou-me com um golpe e colocou aquele corpo grande contra mim. Senti-o sujo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“eu me debatia e pedia que parasse, que saísse de cima de mim, por favor. Como resposta, pôs uma mão em minha boca e guiou a outra até minha bermuda. Tudo isso fazia com um sorriso, um riso contente, dizendo que tudo ia ficar bem. Seu corpo pesava cada vez mais sobre mim. Eu odiava muito aquele homem e sentia muito, muito medo. Senti que lágrimas começavam a tornar estrelada minha visão. Por fora de seu gigantesco corpo, consegui pegar uma garrafa em minhas mãos pequenas. Ouvi o estalido do vidro quebrando e acho que ele também ouviu. Mas, rapidamente, antes que qualquer um de nós percebesse, fiz o sangue jorrar em seu rosto. Da meia-lua vermelha que abri em sua face gotas rubras caiam em meu rosto e na sua camisa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No chão, Esaú quedou-se assustado e boquiaberto. Comprimiu a cabeça contra as mãos, mas os seus lábios se esforçavam em traí-lo. Havia um tremor comprimido em todos os seus gestos. Sentia sua cabeça perdida diante das Palavras que já não discernia: “batida”, “chão”, “sangue”, “fuga”. Ouvia o som da chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, a chuva de todos os tempos e todos os medos caia no emaranhado das últimas frases do Sr. Jacob. A chuva real escorria pelas janelas, destelharia casas e lavava todas as ruas. Limpava enfim a poeira acumulada por inúmeros dias nas bordas do vidro das janelas. Lavava as paredes e as telhas. O Sr. Jacob levantou uma última vez os olhos baixos, marejados e vermelhos, e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pronto... Todos podem me odiar agora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665920530922860557-1107740132878438850?l=omonologocoletivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/feeds/1107740132878438850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=665920530922860557&amp;postID=1107740132878438850&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/1107740132878438850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/1107740132878438850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/2007/12/tetralogia-do-assassinato-o-duplo.html' title='Tetralogia do Assassinato: O Duplo.'/><author><name>melk e calina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18119775596482196035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Z1arbq3gWs8/SBP3U8NfqjI/AAAAAAAAACo/3zD2i4gJPgI/S220/Z1jd59zk.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665920530922860557.post-6793401147364789064</id><published>2007-12-11T10:27:00.000-08:00</published><updated>2007-12-11T10:31:46.352-08:00</updated><title type='text'>Quadrilha Dru Mundana</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;__________________________&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Para Vivi&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;encabelado amava curupira q amava um palhaço q amava uma hippie q amava vivi q amava arnaldo q amava betty boop&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encabelado teve uma overdose de Peyote&lt;br /&gt;Curupira suicidou-se num Copo-de-Pinga&lt;br /&gt;o Palhaço foi atropelado na Avenida&lt;br /&gt;a Hippie virou Latifundiária&lt;br /&gt;Vivi mudou-se pra Salvador&lt;br /&gt;Arnaldo saiu dos Titãs&lt;br /&gt;e Betty Boop se casou com um Acionista da PETROBRÁS,&lt;br /&gt;q ainda ñ tinha entrado nesta História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Por Tiago Barreto)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665920530922860557-6793401147364789064?l=omonologocoletivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/feeds/6793401147364789064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=665920530922860557&amp;postID=6793401147364789064&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/6793401147364789064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/6793401147364789064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/2007/12/quadrilha-dru-mundana.html' title='Quadrilha Dru Mundana'/><author><name>melk e calina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18119775596482196035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Z1arbq3gWs8/SBP3U8NfqjI/AAAAAAAAACo/3zD2i4gJPgI/S220/Z1jd59zk.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665920530922860557.post-1334218749018831493</id><published>2007-11-10T22:40:00.000-08:00</published><updated>2008-05-07T20:37:44.814-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas'/><title type='text'>Das Epifanias Agnósticas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Das Epifanias&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Deus está morto, disseram os homens. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Enquanto, dos altos céus, Ele via morrer uns 30 ou 300. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;- Deus adora um paradoxo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Da Falta Delas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Homens muito ociosos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Fizeram Deus para si &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Para em seguida se perguntarem &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;quando ele vai existir.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665920530922860557-1334218749018831493?l=omonologocoletivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/feeds/1334218749018831493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=665920530922860557&amp;postID=1334218749018831493&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/1334218749018831493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/1334218749018831493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/2007/11/das-epifanias-agnsticas.html' title='Das Epifanias Agnósticas'/><author><name>melk e calina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18119775596482196035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Z1arbq3gWs8/SBP3U8NfqjI/AAAAAAAAACo/3zD2i4gJPgI/S220/Z1jd59zk.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665920530922860557.post-6402361850173947190</id><published>2007-10-05T22:20:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T20:37:44.814-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas'/><title type='text'>A Terceira Margem do Rio</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;____________________&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;a escritores nefastos&lt;/em&gt; (para ser lido em voz rápida)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedra da Palavra&lt;br /&gt;Polpa da Palavra&lt;br /&gt;Base da Palavra&lt;br /&gt;Casa da Palavra&lt;br /&gt;Pedra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Húmus: a Palavra&lt;br /&gt;Água da Palavra&lt;br /&gt;Proa da Palavra&lt;br /&gt;Vela da Palavra&lt;br /&gt;Rema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Palavra casa&lt;br /&gt;A Palavra lava&lt;br /&gt;Abusada Palavra&lt;br /&gt;A Palavra estupra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beija e chupa da Palavra&lt;br /&gt;A língua com lascívia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Palavra muda&lt;br /&gt;Tece o verme da moral&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casca da Palavra&lt;br /&gt;Leme da Palavra&lt;br /&gt;Noite da Palavra&lt;br /&gt;Luzes da Palavra&lt;br /&gt;Larva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roubam a Palavra&lt;br /&gt;Luta da Palavra&lt;br /&gt;Fogem da Palavra&lt;br /&gt;Fodem a Palavra&lt;br /&gt;Dilacera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Força da Palavra&lt;br /&gt;Vivifica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva a Palavra&lt;br /&gt;Lâmpada-Palavra&lt;br /&gt;Alumia&lt;br /&gt;Jogo da Palavra&lt;br /&gt;A Palavra soa&lt;br /&gt;Beijo da Palavra&lt;br /&gt;Linda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Palavra é muita&lt;br /&gt;A Palavra basta&lt;br /&gt;A Palavra briga&lt;br /&gt;Brinca da Palavra&lt;br /&gt;Argola&lt;br /&gt;Elo-cida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corpo da Palavra&lt;br /&gt;Véu da Palavra&lt;br /&gt;Sombra da Palavra&lt;br /&gt;Vulto da Palavra&lt;br /&gt;Ofusca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voa&lt;br /&gt;Sobe na Palavra&lt;br /&gt;Amada Palavra&lt;br /&gt;Trepa na Palavra&lt;br /&gt;Faz-lhe filhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morte na cabeça&lt;br /&gt;A Palavra ressuscita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usam a Palavra&lt;br /&gt;Murro da Palavra&lt;br /&gt;A Palavra esmurra&lt;br /&gt;E te belisca&lt;br /&gt;Asa da Palavra&lt;br /&gt;Música&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascente da Palavra&lt;br /&gt;Estrela da Palavra&lt;br /&gt;Circo da Palavra&lt;br /&gt;Nuvem da Palavra&lt;br /&gt;Romanceia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Palavra é louca&lt;br /&gt;A Palavra é pouca&lt;br /&gt;Dentro do homem afásico nas mãos&lt;br /&gt;A Palavra oca&lt;br /&gt;Em nossa boca&lt;br /&gt;No papel transcende.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665920530922860557-6402361850173947190?l=omonologocoletivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/feeds/6402361850173947190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=665920530922860557&amp;postID=6402361850173947190&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/6402361850173947190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/6402361850173947190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/2007/10/parabola.html' title='A Terceira Margem do Rio'/><author><name>melk e calina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18119775596482196035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Z1arbq3gWs8/SBP3U8NfqjI/AAAAAAAAACo/3zD2i4gJPgI/S220/Z1jd59zk.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665920530922860557.post-2665674785402474085</id><published>2007-09-24T20:43:00.000-07:00</published><updated>2008-12-03T20:07:22.088-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>O Muro</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;“ela é bonita, não usa carmim”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Saint-Beuve&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 A garota do muro costumava passar boa parte da sua tarde sobre ele. Voltava da escola, almoçava, passava um tempo em casa arrumando o quarto ou mexendo em discos velhos da mãe e, depois, assim pela tardinha, lá ia ela para o seu muro. Adorava apreciar o sol desaparecendo em sua frente, sabendo que atrás as nuvens se arroxeavam até as primeiras estrelas começarem a aparecer. Devia ter uns 10 anos e, naquele ano, o hino da futilidade era alguma música da Britney Spears, mas ela gostava mesmo era da Madonna e da Cindy Lauper.&lt;br /&gt;Naquela tarde, distraída por um disco do Cranberries, demorou um pouco mais para sair de casa. Chegando ao muro, o sol já coloria de tons laranjas vivos a parte bonita do céu no poente e um garotinho fazia xixi num cantinho da sua parede solitária, aquele próximo à árvore. Vendo-a, o garoto deu uma olhadela rápida - cínico! -, escondeu-se e fugiu. Quem ele pensa que é pra fazer xixi no meu muro? Como esse menino se atreve a molhar meu muro com seu pintinho? Ah, espera esse moleque passar por aqui de novo...&lt;br /&gt;Os dias iam passando e o garoto sempre passava no finalzinho da tarde, ao voltar da escola, e ia olhando, cabisbaixo, a garota do outro lado da rua. Ela, sem se mover no seu muro, mirava sempre para frente.&lt;br /&gt;Aconteceu que, uma certa tarde, o garoto parou na calçada em frente. Demorou um pouco, olhou os dois lados vazios, atravessou a rua, parou em frente a ela, de cabeça baixa. Ela abaixou a cabeça para o olhar, levantando-a logo em seguida. Ele olhava ora para os pés, ora para o alto, mexendo nas alças da mochila.&lt;br /&gt;Baixou a cabeça, empinou a barriga para frente, segurando a mochila, e disse:&lt;br /&gt;- Como é o seu nome?&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Qual seu nome?&lt;br /&gt;- Isabela Carina.&lt;br /&gt;- Hihi...&lt;br /&gt;- Que foi?&lt;br /&gt;- Nada... é que seu nome é estranho!&lt;br /&gt;- Não é minha culpa, não fui eu que escolhi. E o seu? – ela abaixou a cabeça, fitando-o.&lt;br /&gt;- Carlos Ludovico Neto. Gosto não: era o nome do meu avô.&lt;br /&gt;Ela riu. E quando ria segurava bem firme a borda da parede e inclinava o corpo para trás. O menino continuou mexendo nas alças e brincando com os pés em pequenas voltinhas.&lt;br /&gt;- Haha... Prefiro o meu, né?&lt;br /&gt;Silêncio. Os olhos dos dois em coisas distantes.&lt;br /&gt;- Você já beijou? – perguntou o menino.&lt;br /&gt;- Por que você quer saber?&lt;br /&gt;- Como foi?&lt;br /&gt;- Um menino na escola. De brincadeira. Você é muito curioso.&lt;br /&gt;- Eu também já. Hoje a professora foi se despedir de mim, e me deu um beijo bem aqui – e ele apontou um cantinho da bochecha bem próximo à boca.&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;A menininha virou o rosto para trás, por um minuto pareceu que ela se esquecia dele ali. Depois, voltou-se e abaixou a cabeça para ele. Bailarinava os pés no ar; sorriu, brincando com o vestido rodado.&lt;br /&gt;- Minha mãe sempre diz pra eu pensar numa cachoeira.&lt;br /&gt;- A minha também diz isso.&lt;br /&gt;Novo silêncio.&lt;br /&gt;- Você tem irmão? – perguntou, inclinando a cabeça perto do ombro.&lt;br /&gt;- Tenho. Um.&lt;br /&gt;- Minha mãe disse que eu vou ganhar um irmãozinho.&lt;br /&gt;- Meu irmão é muito chato e burro. Passa o dia todo escrevendo e-mails para a namorada cheios de exclamações triplas.&lt;br /&gt;Ele não entendeu muito bem aquela informação e inclinou um pouco mais a cabeça.&lt;br /&gt;- Você sabe brincar de morango invertido? – perguntou a menina.&lt;br /&gt;- Não. Como é isso?&lt;br /&gt;- Eu te ensino. Quer brincar? A gente pode ir no parquinho – e ela saltou do muro, e ajeitou o vestido. Vamos.&lt;br /&gt;Foram andando, cada um em um canto da mesma calçada, distantes, às vezes lançando-se sorrisos tímidos de novos amigos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665920530922860557-2665674785402474085?l=omonologocoletivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/feeds/2665674785402474085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=665920530922860557&amp;postID=2665674785402474085&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/2665674785402474085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/2665674785402474085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/2007/09/o-muro.html' title='O Muro'/><author><name>melk e calina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18119775596482196035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Z1arbq3gWs8/SBP3U8NfqjI/AAAAAAAAACo/3zD2i4gJPgI/S220/Z1jd59zk.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665920530922860557.post-2492179440506728832</id><published>2007-09-01T21:26:00.000-07:00</published><updated>2008-12-03T20:09:13.153-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas'/><title type='text'>Semierótico Nº 2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu sou o oceano:&lt;br /&gt;escale minhas ondas&lt;br /&gt;sonoras&lt;br /&gt;e bravias&lt;br /&gt;a Grande Mariposa azul grita:&lt;br /&gt;escale minhas ondas&lt;br /&gt;sonoras&lt;br /&gt;e bravias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o farol perambula de dia nas águas&lt;br /&gt;soltando neblina e...&lt;br /&gt;este é apenas o começo, querida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a grande serpente dourada engole os peixinhos sagrados&lt;br /&gt;as altas vagas de ressaca lambem o corpo na praia&lt;br /&gt;o pequeno elefante escarlate nada em minhas areias&lt;br /&gt;e o rei lagarto é a sua tromba:&lt;br /&gt;distribuindo doces ternos entre as ostras.&lt;br /&gt;- estamos novos demais para os doces das ostras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a lua é o buraco no céu,&lt;br /&gt;pálida,&lt;br /&gt;a mãe-lua&lt;br /&gt;o sol é nossa grande esfera de gelo&lt;br /&gt;pedindo socorro:&lt;br /&gt;filha, venha para mim.&lt;br /&gt;a ilha no mar é o sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há muitas pessoas na terra&lt;br /&gt;mas só há espaço para um corpo nos oceanos&lt;br /&gt;os anjos sobre as águas clamam&lt;br /&gt;ressonantes:&lt;br /&gt;adentre as ondas&lt;br /&gt;furiosas&lt;br /&gt;e febris&lt;br /&gt;adentre as ondas&lt;br /&gt;desejosas&lt;br /&gt;e mansas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é a eternidade que chega&lt;br /&gt;a eternidade com seus cabelos&lt;br /&gt;entrando no mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;comece um diário de bordo&lt;br /&gt;afogue seus olhos na espuma&lt;br /&gt;penetre a chuva milenar que dança:&lt;br /&gt;escale minhas ondas&lt;br /&gt;sonoras e bravias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;_________________________&lt;/span&gt;escale minhas ondas&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;_________________________&lt;/span&gt;sonoras&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;_________________________&lt;/span&gt;e bravias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu sou o oceano imenso&lt;br /&gt;e abrigo um único corpo só&lt;br /&gt;ah,ouça o som:&lt;br /&gt;encontro a eternidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665920530922860557-2492179440506728832?l=omonologocoletivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/feeds/2492179440506728832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=665920530922860557&amp;postID=2492179440506728832&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/2492179440506728832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/2492179440506728832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/2007/09/semi.html' title='Semierótico Nº 2'/><author><name>melk e calina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18119775596482196035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Z1arbq3gWs8/SBP3U8NfqjI/AAAAAAAAACo/3zD2i4gJPgI/S220/Z1jd59zk.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665920530922860557.post-1731283911864244987</id><published>2007-08-31T20:04:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T20:37:44.815-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas'/><title type='text'>Caceada</title><content type='html'>Quando chegar enfim o dia&lt;br /&gt;Em que o desejo não querido dos meus amigos tristes se me apresentar&lt;br /&gt;Sentirei saudades de Rosa&lt;br /&gt;E das histórias que me contava.&lt;br /&gt;Sentirei saudades de Dora&lt;br /&gt;Dos peitos que ela me dava&lt;br /&gt;E dos filhos que planejamos.&lt;br /&gt;Pensarei com pena em minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentirei o cheiro bom de alguma antiga namorada&lt;br /&gt;E lembrarei de todo meu inconsciente&lt;br /&gt;como quem encontra um amigo abandonado.&lt;br /&gt;Contra minha vontade, que um dia tive,&lt;br /&gt;Me vestirão terno e paletó.&lt;br /&gt;Que eu não quis vestir no casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecerei outro, que já não sou&lt;br /&gt;E que quiseram haver sido.&lt;br /&gt;Lembrarão com orgulho de minha pobreza de espírito&lt;br /&gt;E uma certa melancolia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém (aplausos!) rirá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665920530922860557-1731283911864244987?l=omonologocoletivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/feeds/1731283911864244987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=665920530922860557&amp;postID=1731283911864244987&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/1731283911864244987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/1731283911864244987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/2007/08/caceada.html' title='Caceada'/><author><name>melk e calina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18119775596482196035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Z1arbq3gWs8/SBP3U8NfqjI/AAAAAAAAACo/3zD2i4gJPgI/S220/Z1jd59zk.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665920530922860557.post-9127804707183512428</id><published>2007-08-25T21:24:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T20:40:40.179-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trilogia dos tempos históricos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Trilogia dos Tempos Históricos: O Despertar de Letícia ou Dos Perigos de Acordar Com a Língua no Teto</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt"&gt;Certa noite, ao acordar de sonhos comuns, Letícia percebeu sua língua, por um prego velho, presa ao teto &lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:';font-size:12;"  &gt;–&lt;/span&gt; e talvez doesse um pouco. Tinha metade dos pés apoiada num banco frouxo de madeira. Mais do que dor, sentia um certo constrangimento por aquela situação.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Não conheci os fatos (claro que não falava, pensava, pois falar não parecia adequado naquele momento). Fui posterior aos eventos e ainda assim os comentava, zombava deles, tecia opiniões. Achava-me entendida no que não vivenciei. Podia, então, puxar a língua para sair desse embaraço, mas isto poderia causar algum transtorno, como manchas difíceis no seu vestido (se bem que, de imediato, isso não conseguia alcançar: caso conseguisse puxá-la, a língua presa ao teto teria tanta utilidade quanto solta pelo espaço).&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Só pude ouvir um lado, uma versão dos episódios. Inspirada por eles, por estes comentários espalhafatosos, subvertidos, hiperbólicos, fúteis e ardilosos, estas falas pernósticas e parciais, cheios de rancor e melancolia, achei-me conhecedora de toda psicologia e toda História.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;E foi assim, presa ao teto, que Letícia compreendeu a multiplicidade do mundo. Não dá para atingir o que, sem mim, já se passou, e não posso me achar sábia pelo que apenas ouvi (Ela se sentia muito inteligente pela descoberta; contudo, continuava com sua língua apreendida ao telhado).&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;E não caia sangue em parte alguma...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;E foi pela manhã que acordou enfim em sua cama, e, embora para infelicidade de alguns, com a língua guardada dentro de sua própria boca.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665920530922860557-9127804707183512428?l=omonologocoletivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/feeds/9127804707183512428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=665920530922860557&amp;postID=9127804707183512428&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/9127804707183512428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/9127804707183512428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/2007/08/trilogia-dos-tempos-histricos-o.html' title='Trilogia dos Tempos Históricos: O Despertar de Letícia ou Dos Perigos de Acordar Com a Língua no Teto'/><author><name>melk e calina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18119775596482196035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Z1arbq3gWs8/SBP3U8NfqjI/AAAAAAAAACo/3zD2i4gJPgI/S220/Z1jd59zk.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665920530922860557.post-3809399556176642312</id><published>2007-08-04T21:16:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T20:40:13.951-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tetralogia do assassinato'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Tetralogia do Assassinato: O Interruptor</title><content type='html'>Há uma coisa que acho bem bacana. Sofisticado. Interruptores. Um simples toque para tornar a escuridão em uma luz majestosa ou aconchegante.&lt;br /&gt;Considere um homem que esteve por muito tempo preso no escuro. Ele tateia as paredes. Encontra um interruptor e... &lt;em&gt;Voilá&lt;/em&gt;. Fica cego por um instante com a nova claridade. E, acesa por outra pessoa, isto pode muito bem ser feito de sacanagem. O homem que esperava o trovão ou esfregava pauzinhos para conseguir um pouco de fogo, luz, olhando as estrelas já sonhava com interruptores. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Tiffi&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Basta um clique.&lt;br /&gt;Dá muito mais trabalho quando você decide se envolver assim com a outra pessoa. A conheci num bar perto do cinema. Basta um olhar de Jhonny Deep e uns dez minutos de Fred Astaire. Ela é bem bonita. Jogada assim na cama. Mas mora sozinha, nesse apartamento. Me disse que seu James Bond favorito era o Roger Moore. Disse que o meu também. Menti.&lt;br /&gt;- Cena de beijo?&lt;br /&gt;- A Um Passo da Eternidade. E você?&lt;br /&gt;- Um Corpo que Cai, do Hitchcock.&lt;br /&gt;Estou sentado ao lado do interruptor que abaixo delicadamente, brincando. Um botão bem leve e pequenino pode ser levantado e abaixado com sutileza e o corpo lindo e lívido na cama é visto afundando na penumbra, sumindo na escuridão para, depois, ressurgir na claridade.&lt;br /&gt;Quando diminuo a luz a última parte que vejo evanescer são seus pés. Pequenos e brancos. Dá muito mais trabalho. Arrancar as unhas, limpar cada coisa que tocou, procurar fios de cabelo. Excluir toda intimidade que tivemos.&lt;br /&gt;Um dedo aciona um botão para cima ou para baixo e o que antes era invisível, inexistente. Agora pode ser visto. Começa a ser. É isso que faço agora. Não necessariamente pela brincadeira. É muito mais pela espera. Titubeio entre ficar aqui e deixar que me descubram ou descer as escadas e ganhar a rua. A primeira opção é algo que jamais experimentei. Já conheci todas as diversas formas de matar: pessoas conhecidas, desconhecidas (como esta), devagar, rápido, com e sem contato.&lt;br /&gt;Eu tenho uma teoria: a vida é uma dádiva única e cada evento que ela puder nos dar deve ser experimentado. E é isso que busco. A experiência da morte, tida uma vez apenas, não pode ser relembrada, revisitada, não sabemos nem se poderemos apreciá-la plenamente quando se apresentar a nós. Não deveríamos passar. pela vida com tanta displicência. Inevitavelmente, não teremos outra. Decidi saboreá-la com todos os detalhes que ela me dá, no máximo de possibilidades que ela permite. E a morte de outro, o assassinato, é uma delas. Responder aos instintos e aos desejos, como crianças. Com egoísmo e inteligência.&lt;br /&gt;Vi a garota sozinha no bar, conversamos sobre filmes e ela ria com tanta facilidade. Curvava a cabeça e ficava fazendo bolinhas no dedo com a borda do vestido. Não devia ter tomado tantos martinis. Gosto de senti com precisão o que faço, cada prazer e toque que recebo, sem a interferência de nenhuma estupefaciente. Quando saímos, me ofereci para ir com ela até seu apartamento. Sorriu, assentindo.&lt;br /&gt;Me convidou para subir e continuamos conversando. Falávamos essencialmente sobre cinema.&lt;br /&gt;Sabe aqueles filmes em que um cara vai casar em uma semana e uma garota está noiva de algum outro cara, mas eles se gostam apesar do compromisso com outras pessoas? No final, eles ficam juntos. Ninguém lembra dos abandonados. Porque somos egoístas, perversos, como crianças. Naturalmente, nossa própria vida é nossa óbvia prioridade. E por isso que não há maldade no que faço. Encerrar uma existência é. para mim. provar mais um pedaço de viver. Queria poder não deixar escapar nada. E sentir tudo de bom que ela tenha para mim.&lt;br /&gt;Ela trouxe um cobertor delicioso para o sofá e pôs Jules e Jim para assistirmos. Nos acariciávamos. deixando o filme como um elemento superficial sem muito interesse. Foi maravilhoso. Todas as sensações que tive. Seus sorrisos. Começamos a transar e eu apertei seu pescoço com suavidade. Sem sair dela, levei seu corpo pequeno até a cama. Passava a mão no meu rosto com tanta beleza. Sufoquei-a com força e ela ainda sorria. Depois, seu rosto preso num espasmo de medo e prazer. O prazer imenso que ninguém deve deixar de experimentar.&lt;br /&gt;Apago a luz novamente e hesito em frente dela.&lt;br /&gt;Coisa incrível os interruptores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665920530922860557-3809399556176642312?l=omonologocoletivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/feeds/3809399556176642312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=665920530922860557&amp;postID=3809399556176642312&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/3809399556176642312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/3809399556176642312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/2007/08/o-interruptor.html' title='Tetralogia do Assassinato: O Interruptor'/><author><name>melk e calina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18119775596482196035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Z1arbq3gWs8/SBP3U8NfqjI/AAAAAAAAACo/3zD2i4gJPgI/S220/Z1jd59zk.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665920530922860557.post-2712325724402013302</id><published>2007-07-24T21:53:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T20:37:44.815-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas'/><title type='text'>Nota de Falecimento</title><content type='html'>Morre Augusto B. Silva&lt;br /&gt;De um ataque fulminante no único coração que tinha&lt;br /&gt;Deixa mulher, filhos, religião&lt;br /&gt;E uma pequena propriedade na Rua B, 325.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665920530922860557-2712325724402013302?l=omonologocoletivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/feeds/2712325724402013302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=665920530922860557&amp;postID=2712325724402013302&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/2712325724402013302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/2712325724402013302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/2007/07/nota-de-falecimento.html' title='Nota de Falecimento'/><author><name>melk e calina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18119775596482196035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Z1arbq3gWs8/SBP3U8NfqjI/AAAAAAAAACo/3zD2i4gJPgI/S220/Z1jd59zk.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665920530922860557.post-4955515318378829963</id><published>2007-07-14T21:44:00.000-07:00</published><updated>2008-12-03T20:22:17.568-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>Cidade</title><content type='html'>&lt;em&gt;Dois homens conversam em um bar na praça da matriz. Demófilo, um viajante de passagem pela cidade, jovial e contente. Filócrito, um morador da cidade, contente e cínico.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Demófilo:&lt;/strong&gt; O que mais gosto nessa cidade é sua natureza explícita. Gosto como tudo aqui é escancarado e óbvio. O som é alto; as prostitutas bem expostas em momentos exatos do dia e da noite; a moral, o imoral e o amoral têm a mesma notoriedade, sem nenhum confronto típico de elementos subjetivos; os pedintes bem postos em cada esquina; o capital nítido e gritante correndo a toda pela cidade inteira. Nada aqui é tímido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Filócrito:&lt;/strong&gt; Não entendo o que você diz. Realmente pensa assim? Eu, particularmente, discordo. Essa é a cidade mais omissa, acanhada, distraída e cheia de vergonha que já pude conhecer. Sinceramente não entendo do que fala... Essa cerveja se expressa melhor que você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Filócrito sorriu.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Demófilo:&lt;/strong&gt; Claro que é como eu disse. Só estou aqui há três dias e só precisei de um curto passeio no primeiro para perceber a cidade por completo. Escancarada como uma puta sem calcinha e carente e suplicante na praça principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Filócrito:&lt;/strong&gt; Talvez por isso que ela seja tão entediada. Em um dia já se vê e explora todas as suas possibilidades, não deixando nada além do enfado. Mas, não, não, veja bem, essa visão que teve é meramente superficial. Discordo de você. Encoste na mulher sem calcinha na praça pública e ela vai te responder com uma bofetada por ter confundido uma mulher de respeito com uma puta. Esta cidade pode até ser uma puta, mas aos olhos de todos - dela mesma - é uma mocinha acanhada tentando vencer em um mundo patriarcalista. Nunca vi lugar mais omisso e cheio de constrangimento do que este. Aqui nada é explícito. A cidade se deixa constantemente imperceptível e, não raro, se mente, maquiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Demófilo:&lt;/strong&gt; Mas claro que não. Isto que diz é impossível. Este é um lugar comercial: e para vender é preciso chamar atenção. É só olhar esta praça para perceber tudo: o bulício das evidências não se esconde nem se camufla, explode. E tudo se mistura, bolando no mesmo quadro - gritante aos olhos - todos os elementos. Já que é para demonstrar que tudo aqui é proeminente, vamos olhar logo os menos visíveis. Preste atenção em todos os marginais por aqui: mendigos, beberrões, prostitutas e semiprostitutas, pessoas feias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;As garrafas de cerveja vão simpaticamente se multiplicando. A fala de um vira intervalo para o gole do outro...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Filócrito:&lt;/strong&gt; Muito bem... Vamos olhar esta praça. Veja aqueles pedintes perto da igreja. Todos que passam por eles sequer os notam. Eles estão ali, algumas pessoas podem até atingi-los com seus olhos, mas isso não quer dizer que os vejam. Às vezes puxam a barra da calça ou da saia de alguém e tudo que recebem como resposta a uma impertinência dessas são passos que prosseguem como se nada houvesse acontecido. Veja as prostitutas que começam a sair dos hoteizinhos daqui. Ainda é cedo: cinco da tarde. E, mesmo assim, nem as passantes mais puritanas percebem que elas já estão na rua, que já querem alguém que possa lhes pagar a vida ou ao menos a noite. E preste bem atenção que um dos pedintes é aleijado: um pobre mutilado sem uma das pernas. Ou seja, até o grotesco se tornou superficial para nós desta cidade. Tudo é banal, ninguém liga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Demófilo:&lt;/strong&gt; Ora, Filócrito, o fato de que todos os passantes não observem ao seu derredor não significa que as coisas não estejam explícitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Filócrito:&lt;/strong&gt; como uma coisa pode ser explícita, se invisível a todos os olhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Demófilo:&lt;/strong&gt; A visibilidade das coisas está nelas, não no observador. Ah, Filócrito, você é muito cabeça dura. Veja só, está claro, nós que paramos só um minuto para discutir o assunto já conseguimos perceber tudo. As coisas estão aí, às claras; se não vêem é porque não querem. Você falou em mutilados. Outro dia, aqui, eu estava indo pegar um ônibus e tinha essa garota de cadeira de rodas sendo erguida pra entrar no ônibus. E eu a achei linda, cara. Muito linda e desejável, e eu sabia que aqui eu podia sentir qualquer coisa por ela, que eu podia achá-la bela e fascinante apesar de tudo, porque essa cidade simplesmente não esconde nada, o que te permite sentir tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Filócrito:&lt;/strong&gt; Porra, isso é conversa para se puxar numa tarde de bebidas num lugar feio como esse?! Cala a boca, veja as besteiras que já está dizendo. Como, numa cidade retardatária, provinciana e desgostosamente prepotente uma coisa como essa seria permitido? Você está doido, amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Demófilo:&lt;/strong&gt; Ah, tudo bem. Vamos mudar de assunto. Não dá pra discutir isso com você. Você é muito cabeça dura e perdeu a idéia das gratificações de morar numa cidade promissora como esta. Virou um desiludido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A conversa se excitava, mas também já estava chateando. Dava para ver em ambos que queriam acabar logo com ela.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Filócrito:&lt;/strong&gt; Quer saber de uma coisa, Demófilo! Você está doido porque está apaixonado por essa cidadezinha de nada. Sabe quando a gente transa com qualquer pessoa e fica aquele gosto estranho de terra na boca?... É a mesma coisa essa cidade; ela pode até te dar um ou dois orgasmos na vida, mas vai ficar é sempre esse gosto de terra e merda em sua boca. Fique por aqui algum tempo, e você vai ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665920530922860557-4955515318378829963?l=omonologocoletivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/feeds/4955515318378829963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=665920530922860557&amp;postID=4955515318378829963&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/4955515318378829963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/4955515318378829963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/2007/07/cidade.html' title='Cidade'/><author><name>melk e calina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18119775596482196035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Z1arbq3gWs8/SBP3U8NfqjI/AAAAAAAAACo/3zD2i4gJPgI/S220/Z1jd59zk.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665920530922860557.post-4156237286492960112</id><published>2007-07-09T21:18:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T20:37:44.816-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas'/><title type='text'>pois bem...</title><content type='html'>o espaço é para textos meus e da calina - e de alguns outros bons escritores que gostamos.&lt;br /&gt;às vezes escritos de um, às vezes escritos do outro. Alguns dias, dos dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos trabalhando, junto com um amigo, numa história sobre um trio de jovens franceses que tentam reencontrar a França de seus pais na França pós-segunda guerra.&lt;br /&gt;É divertido escrever com ela.&lt;br /&gt;Contudo, acho que aqui não será sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto não quero digitar antigos manuscritos ou escrever algo realmente custoso, vai algo ao deus-dará, à última hora, algo daquele tempo preguiçoso das três horas da manhã a se ir dormir:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Poemeto Inventivo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"eu quem inventei o mundo.&lt;br /&gt;inventei a criança:&lt;br /&gt;a titubear entre a boneca e o velotrol.&lt;br /&gt;inventei o medo,&lt;br /&gt;que é pra não ficar tudo sem graça.&lt;br /&gt;inventei a vida como é e o sonho,&lt;br /&gt;que é como quer que se seja.&lt;br /&gt;e inventei o amor para que se completem e se atrapalhem os humanos.&lt;br /&gt;inventei tudo que vive e tudo que se há de inventar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tá bom, é mentira."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665920530922860557-4156237286492960112?l=omonologocoletivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/feeds/4156237286492960112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=665920530922860557&amp;postID=4156237286492960112&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/4156237286492960112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/4156237286492960112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/2007/07/pois-bem.html' title='pois bem...'/><author><name>melk e calina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18119775596482196035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Z1arbq3gWs8/SBP3U8NfqjI/AAAAAAAAACo/3zD2i4gJPgI/S220/Z1jd59zk.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-665920530922860557.post-4449309141289168433</id><published>2007-07-07T22:04:00.000-07:00</published><updated>2008-12-03T20:25:42.159-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas'/><title type='text'>Monólogo Coletivo</title><content type='html'>Só nos concerne nosso corpo&lt;br /&gt;E a esperança de que possam usá-lo.&lt;br /&gt;Tudo definha e morre&lt;br /&gt;E se apresenta como uma nova visão&lt;br /&gt;Do que um dia perdemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desistimos de amanhãs que encantam&lt;br /&gt;Para nos perdermos num presente-contínuo desiludido&lt;br /&gt;Sem altruísmos nem utopias.&lt;br /&gt;Somos vácuos de espíritos abortados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pantera sutilmente devorou nossa consciência&lt;br /&gt;Deixando-a cheia de tolos saberes&lt;br /&gt;Com larvas gosmentas de pretensão.&lt;br /&gt;Há professores de matemática, História, química, física, biologia...&lt;br /&gt;Compartilhando um universo completamente reduzido e desinteressante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos pais nos construiram,&lt;br /&gt;Mas não carregamos deles nenhuma marca.&lt;br /&gt;A memória se dissipou na inevitabilidade da morte.&lt;br /&gt;Nossos corpos circulam sem perspectiva de vida,&lt;br /&gt;Carregando pesares ressequidos.&lt;br /&gt;- Eis os vazios-distraídos-existentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Símios semimoribundos que se desfazem progressivamente,&lt;br /&gt;Cuja desilusão não combina com suas roupas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso ser vívido&lt;br /&gt;O simples se tornou obsoleto.&lt;br /&gt;O cotidiano não ensina nada.&lt;br /&gt;Lembra-te&lt;br /&gt;De quando trocamos nossos rostos por aquele lenço amarelo?&lt;br /&gt;Era a única oferta que tínhamos, não a melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão individual&lt;br /&gt;É a similaridade do coletivo.&lt;br /&gt;As idiossincrasias são todas as mesmas em todas as mentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/665920530922860557-4449309141289168433?l=omonologocoletivo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/feeds/4449309141289168433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=665920530922860557&amp;postID=4449309141289168433&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/4449309141289168433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/665920530922860557/posts/default/4449309141289168433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omonologocoletivo.blogspot.com/2007/07/monlogo-coletivo.html' title='Monólogo Coletivo'/><author><name>melk e calina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18119775596482196035</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_Z1arbq3gWs8/SBP3U8NfqjI/AAAAAAAAACo/3zD2i4gJPgI/S220/Z1jd59zk.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
